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Mostrando postagens de Janeiro, 2009

Eu escrevo...

Por amor ou por nada, escrevo apenas... Não tudo o que sinto e até mais do que sinto, escrevo sentimentos, escrevo sensações. Não sou amante e não anseio a ninguém, Escrevo apenas a inspiração momentânea que grita e logo se esconde... Deixando a conquista de lado, escrevo tragédias. Apenas grito em silêncio a vontade de todos, vazio, eu me vejo tentado a roubar sentimentos alheios: Os pássaros cantando, o vento nas árvores, o Sol brilhando e as crianças brincando, amantes aos beijos, carros passando. O mundo inspira a poesia desajustada de mentes vazias e eu roubo todas as sensações a minha volta. Mas escrevo também todo o vazio significativo que se expande em mim, os sentimentos que quando me encontram desfalecem tão rápido e além de tudo, escrevo sobre meus desejos e antigos sonhos, para que saibam que até eu um dia tive mais que emoções roubadas.

Poeta

Lindos olhos vazios destacam-se de sua triste face,
suas palavras alimentam esperanças esquecidas por si mesmo.
Sonhos, desejos, anseios; nada mais lhe encanta.
Abandou a vida e se entregou ao mundo abstrato,
onde a segurança de estar só lhe permite ser ele mesmo
enquanto entrega apenas fachada ao mundo,
entrega a todos um modo de acreditar,
através de seus lindos versos, no fundo todos vazios.

Oh, triste poeta que ao papel entregou seus sentimentos,
de todos os desejos que queimavam em seu peito,
descobriu-se frio, e do amor, ainda que fascinado, entregou-se a solidão.
Mesmo que ame como outrora amaram os antigos poetas românticos,
não se deixou perder pela dor da espera,
amou apenas, silenciosamente, sem se quer deixar perceber
que existem muito mais coisas por trás de seus tristes olhos vazios.