Cerulean Realms

terça-feira, 28 de abril de 2009

Love in Cerulean Realm


Navegando pelo vasto mundo à frente

Através do oceano sem fim, guiado pelos quatro ventos que aqui sopram.

Adiante onde o céu e mar se encontram

O horizonte se encerra, eu continuarei seguindo em frente

Prestando minhas mais sinceras preces a aqueles que o tempo roubou,

Tudo o que foi deixado para trás

Foram memórias de você e eu, mas

Eu irei até o fim do mundo te encontrar

Pois tenho certeza de que iremos nos ver novamente.

Mesmo que a solidão às vezes me pegue de surpresa,

Quando fecho os olhos ainda posso te ver,

Lembranças de um tempo que se afastam com a distância

Ainda posso sentir você aqui, posso sentir você em mim

Eu não mais deixarei você sozinha,

Caminhando sob os céus de Cerulean

Até o anoitecer, você é

Como o eco de uma estrela solitária, perdido no tempo

Eu te vejo caindo como uma triste lágrima vermelha sobre o lindo mar azul.

Uma eternidade se passou,

Mas eu tenho certeza

De que em algum momento, em algum lugar

Mesmo que por um instante

Eu irei te encontrar.

Eu estarei para sempre indo ao seu encontro

Minha amada ilusão,

Meu doce sonho de outrora.

sábado, 25 de abril de 2009

Uma verdade diferente...

Pessoas como eu nunca mudam, somos os mesmos sempre, um reflexo imperfeito da imagem de nossos antepassados tentando mudar o mundo a nossa maneira. Nascemos, crescemos e morremos na guerra, somos o espírito revolucionário de uma revolução inexistente, fomos julgados por nossos desejos e condenados como pecadores por pessoas como vocês. Vivemos escondendo nossas vontades enquanto os verdadeiros culpados estão governando seu mundo perfeito. Abrimos nossos olhos para a realidade e nos cegamos pela superficialidade que comove seus corações vazios, não nos metemos com nada, ignoramos seus modos de vida e suas idéias fúteis apenas pela certeza de que essa não é nossa era. Somos ditos frios e cruéis quando na verdade somos nós a ter o sentimento genuíno, calamos nossas reivindicações por sermos a minoria e esperamos nosso momento sem deixar rastros de nossas intenções, sem nenhuma pretensão de agradar ou vontade de machucar fazemos nossa história por trás das cortinas que cobrem suas vidas. Festejamos, nos divertimos, ficamos loucos a noite inteira enquanto vocês seguem suas caçadas ou dormem em seus lares pseudo-perfeitos, somos uma geração em degradação com nossa libido controlada uma vez que podemos optar por aquilo que queremos e dividir nossas atenções, nós controlamos a mobilidade de nossas vidas sabendo aonde cada caminho irá nos levar. Usamos qualquer tipo de coisa que nos faça viajar para longe porque não suportamos seus rostos imbecis, somos a existência desprendida que age por trás das cenas, odiados e invejados por aqueles que odiamos, mas não nos metemos em nada, pela certeza de que não podemos mudar nada. Também nos odiamos por não sermos capazes de nada e por isso nos destruímos, pela falta da coragem que nossos antepassados deveriam ter nos deixado como herança, por sermos uma cópia malfeita de nossos verdadeiros heróis nós executamos nossas vidas com a visão de nossos corpos contorcidos e inanimados todas as noites. Vamos morrer mais rápido do que realmente gostaríamos e de uma forma que não nos agrada, vamos morrer antes de ver aonde todo esse fanatismo vai levar vocês, sem assistir a grande queda do mundo que vocês tanto amam, isso nos enraivece e nos deixa loucos saber que mesmo com toda esse potencial visionário ainda iremos ser esquecidos tão facilmente. A verdade é que adoraríamos mudar tudo, criar uma grande revolução e corrigir todos os erros ignorados por vocês, mas não podemos e por ser tão pequenos nos entregamos ao mundo de ilusões superficiais, odiamos o fato de chegarmos tão perto de ser iguais a vocês e o fato de não fazermos nada para mudar isso. Somos vazios por causa disso, vivendo nossas vidas de festa a festa, todos os outros dias nós simplesmente existimos, não iremos parar por nada e quando morrermos novos nascerão com a mesma perspectiva que nós e talvez com a coragem que escondemos em nossos corações.

domingo, 19 de abril de 2009

Aqui jaz um anjo

Aqui jaz o cadáver de um anjo,

A forma morta de um ser imortal,

Perdido pela ilusão de um sentimento vazio,

Assassinado por seu próprio coração.

Abandou o paraíso por um sonho humano

Jogado na terra, nascer como um anjo e morrer como um homem

Um desejo o tornou mortal, um desejo o levou à sepultura.

O anjo de outrora se tornou humano e por um breve momento foi feliz

Sorriu, sentiu e sofreu.

Enquanto ela, aquela que fez seus olhos brilharem,

Seus pensamentos correrem, seus lábios a desejarem

Se foi, partiu para algum lugar e simplesmente sumiu

Um adeus e nada mais poderiam ter feito a diferença

Poderia ter posto um fim em tudo.

O anjo viu-se só, sua vida sem sentido, sua existência inutilizada

Então de anjo fez-se demônio e do amor ódio

Entregou-se a luxuria de uma vida vazia,

Destruiu corações, destruiu vidas

Jurou vingança.

Um anjo renegado por amor, um demônio arrependido por existir

Cruzou o mundo atrás daquela que o prendeu neste mundo

Viveu sua vida com prazeres de lugar a lugar,

Conquistando, destruindo e partindo.

Teve seu encontro, aquela que pensou nunca mais ver

E por um breve momento a teve em suas mãos,

Teve sua vida em suas mãos,

Mas por amor a salvou.

Aqui jaz o cadáver de um anjo,

Que viveu por amor e por ódio entre os homens

Aqui jaz o cadáver de um anjo que entregou sua vida,

Que por amor, desistiu de tudo o que um dia desejou.

domingo, 12 de abril de 2009

Uma verdade diferente...

Pessoas como eu sempre procuram o oposto, é isso que nos agrada, olhar as pessoas a nossa volta e saber que não dividimos praticamente nada em comum. Nós não nos suportamos, então não suportamos aqueles que são iguais a nós, perdemos dias atrás de uma boa companhia e depois nos afastamos. Não sabemos por que, isso acontece todo o tempo embora às vezes afastamos as pessoas de nós sem saber, sem perceber, até elas estarem tão longe que acabamos por perceber o quanto fazia falta e mesmo assim não voltamos atrás. Não é por falta de interesse, somos desinteressados por natureza e odiamos a vida por ela não ser da forma que gostaríamos, embora não tenhamos a idéia de como queremos que ela seja e por odiá-la assim, não conseguimos demonstrar o verdadeiro interesse que as coisas a nossa volta nos passam. E por poucas pessoas serem capazes de ver além da ‘máscara’ que mostramos ao mundo, muitas dessas se vão sem saber o quanto fomos cativados por elas; uma paixão incondicional, uma amizade excepcional, um amor verdadeiro. Abdicamos dos sentimentos verdadeiros por medo de sofrer, e então abrimos mão de quase tudo, criamos quase todas as sensações a nossa volta de forma a nos tornar donos de nossos desejos e por amar o poder, sentimos medo de perder o controle para sentimentos assim tão genuínos. Não é verdade que não sentimos falta de amar de verdade ou de sentir aquele aperto quando a pessoa querida está longe, e nem vemos nossos amigos como a nossa fraqueza, na verdade, os vemos como a força para levantar e deixar de ‘viver por viver’. No fundo sabemos que mesmo com todo esse controle somos fracos e quando caímos por amor, por amizade, quando nos entregamos completamente e então somos deixados de lado, isso nos machuca demais e nos faz perder o controle que tanto gostamos e por isso somos assim; tão fortes e frios quanto possível, mas também tão amáveis e apaixonados quando nos permitimos.

Cansamos de assassinar o amor todo o tempo, nós envenenamos ele com palavras e ações desordenadas que juntas formam o medo de ‘sentir’, porque nós somos medrosos; tememos o amor e a pessoa amada por serem tudo o que realmente nos importa. Tememos ser deixados para trás e por isso nos afastamos, mas não pense que fazemos por vontade de machucar, fazemos sem sentir, sem que possamos perceber, afastamos as pessoas a nossa volta sem sabermos o porquê de isso estar acontecendo, não somos capazes de encontrar o ponto onde seriamos capazes de parar isso, então nos culpamos. Nos culpamos por sermos tão inconseqüentes, por fazermos tudo o que queremos e não olharmos para trás, por sermos espontâneos ao extremo sem deixar nada nos parar.

 Por sermos assim, não conseguimos conceber uma amizade com outro igual, pois precisamos do incentivo tão doce que nosso oposto nos inspira, das asas que fazem nossa imaginação voar por um mundo de verdades e não das sensações que criamos tão facilmente. Nós distribuímos o tédio a nós mesmos e quando nos encontramos acabamos por ficar secos, não nos abrimos para pessoas como nós por sabermos que ao primeiro descuido iremos ‘perder’, nós jogamos o jogo da vida entre nós e nos gabamos por sermos bons nisso então vemos os nossos iguais como rivais e não companhia.

Nós somos o Yin do equilíbrio Universal, somos guerreiros épicos do hedonismo, nada nos preocupa nada nos importa. Deixamos de lado tudo que não precisamos sem remorso e afastamos tudo que importa sem sabermos, odiamos o mundo e tudo o que o faz ser assim, odiamos a vida e odiamos a nós mesmos por sermos exatamente o que mais odiamos.

Nós estamos em toda parte, estamos escondidos por ‘máscaras’ e vocês nunca irão nos descobrir se não for do nosso interesse.

 
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