Cerulean Realms

domingo, 12 de abril de 2009

Uma verdade diferente...

Pessoas como eu sempre procuram o oposto, é isso que nos agrada, olhar as pessoas a nossa volta e saber que não dividimos praticamente nada em comum. Nós não nos suportamos, então não suportamos aqueles que são iguais a nós, perdemos dias atrás de uma boa companhia e depois nos afastamos. Não sabemos por que, isso acontece todo o tempo embora às vezes afastamos as pessoas de nós sem saber, sem perceber, até elas estarem tão longe que acabamos por perceber o quanto fazia falta e mesmo assim não voltamos atrás. Não é por falta de interesse, somos desinteressados por natureza e odiamos a vida por ela não ser da forma que gostaríamos, embora não tenhamos a idéia de como queremos que ela seja e por odiá-la assim, não conseguimos demonstrar o verdadeiro interesse que as coisas a nossa volta nos passam. E por poucas pessoas serem capazes de ver além da ‘máscara’ que mostramos ao mundo, muitas dessas se vão sem saber o quanto fomos cativados por elas; uma paixão incondicional, uma amizade excepcional, um amor verdadeiro. Abdicamos dos sentimentos verdadeiros por medo de sofrer, e então abrimos mão de quase tudo, criamos quase todas as sensações a nossa volta de forma a nos tornar donos de nossos desejos e por amar o poder, sentimos medo de perder o controle para sentimentos assim tão genuínos. Não é verdade que não sentimos falta de amar de verdade ou de sentir aquele aperto quando a pessoa querida está longe, e nem vemos nossos amigos como a nossa fraqueza, na verdade, os vemos como a força para levantar e deixar de ‘viver por viver’. No fundo sabemos que mesmo com todo esse controle somos fracos e quando caímos por amor, por amizade, quando nos entregamos completamente e então somos deixados de lado, isso nos machuca demais e nos faz perder o controle que tanto gostamos e por isso somos assim; tão fortes e frios quanto possível, mas também tão amáveis e apaixonados quando nos permitimos.

Cansamos de assassinar o amor todo o tempo, nós envenenamos ele com palavras e ações desordenadas que juntas formam o medo de ‘sentir’, porque nós somos medrosos; tememos o amor e a pessoa amada por serem tudo o que realmente nos importa. Tememos ser deixados para trás e por isso nos afastamos, mas não pense que fazemos por vontade de machucar, fazemos sem sentir, sem que possamos perceber, afastamos as pessoas a nossa volta sem sabermos o porquê de isso estar acontecendo, não somos capazes de encontrar o ponto onde seriamos capazes de parar isso, então nos culpamos. Nos culpamos por sermos tão inconseqüentes, por fazermos tudo o que queremos e não olharmos para trás, por sermos espontâneos ao extremo sem deixar nada nos parar.

 Por sermos assim, não conseguimos conceber uma amizade com outro igual, pois precisamos do incentivo tão doce que nosso oposto nos inspira, das asas que fazem nossa imaginação voar por um mundo de verdades e não das sensações que criamos tão facilmente. Nós distribuímos o tédio a nós mesmos e quando nos encontramos acabamos por ficar secos, não nos abrimos para pessoas como nós por sabermos que ao primeiro descuido iremos ‘perder’, nós jogamos o jogo da vida entre nós e nos gabamos por sermos bons nisso então vemos os nossos iguais como rivais e não companhia.

Nós somos o Yin do equilíbrio Universal, somos guerreiros épicos do hedonismo, nada nos preocupa nada nos importa. Deixamos de lado tudo que não precisamos sem remorso e afastamos tudo que importa sem sabermos, odiamos o mundo e tudo o que o faz ser assim, odiamos a vida e odiamos a nós mesmos por sermos exatamente o que mais odiamos.

Nós estamos em toda parte, estamos escondidos por ‘máscaras’ e vocês nunca irão nos descobrir se não for do nosso interesse.

2 comentários:

Gabi Melo disse...

Que saudade de ler um texto seu... com clareza e sábias palavras voce coloca seus pensamentos aqui, diante dos que aqui entram...
Eu concordo muito com voce... somos iguais ateh um certo ponto, e descobrimos isso no primeiro momento em que nos falamos.... talvez seja por isso que sinto tanto sua falta quando nos deixamos de nos falar por um certo tempo... e realmente as coisas acontecem assim... sentimos falta, descobrimos o quanto gostamos quando ja nao nos eh mais permitido estar de alguma forma proximos!
Certa vez, ouvi nao sei de onde, que muitas vezes, por gostarmos tanto de alguem, esquecemos ou achamos desnecessario dizer da intensidade do nosso sentimento... por mais que a pessoa saiba, eh muito bom poder falar e ouvir isso de alguem... e agora eu te falo, meu diferente... OBRIGADA por existir na minha vida... a intensidade do quanto gostamos de alguem nao se mede por quilometragem, nem contato fisico... As almas se sintonizam, se harmonizam e não tem mais jeito... Adoro voce, meu diferente! Amo ter voce 'perto' de mim! Sei que posso contar com voce! Obrigada por me deixar participar de sua vida e por na minha estar! beijos beijos beijos!!
De voce, eu nao abro mao, lembra?
=D

Roberta Albano disse...

Você já deu o primeiro passo admitindo tudo isso, a menos que finja ser só um texto. Mas vc devia acreditar mas pessoas, existem pessoas que realmente te veem e te entendem, sabem exatamente o que você finge não sentir. Só você pode controlar a si mesmo e mudar a situação, mas eu posso te dizer que você tem que demonstrar para algumas pessoas, não porque se não elas nunca vai saber, mas para mantê-las aquecidas

 
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